📌 Pequim exprime a sua desaprovação das acções de Washington e Telavive no Irão, mas Xi Jinping pretende reunir-se com Trump, segundo o Cryptopolitan.
Neste relatório: a RPC exprime o seu desejo de uma reunião entre Xi e Trump, apesar de condenar a campanha israelo-americana no Irão. Wang Yi insistiu num cessar-fogo, dizendo que o conflito nunca deveria ter acontecido.
A visita de Trump ao Império do Meio está prevista para acontecer entre 31 de março e 2 de abril, mas Pequim ainda não confirmou as datas.
o domingo, Pequim disse estar pronta para as conversações com os Estados Unidos, embora tenha criticado fortemente a ação militar no Irão e apelado novamente ao fim dos combates.
O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, disse aos jornalistas na capital que estavam em curso os preparativos para uma reunião planeada entre o presidente Xi Jinping e o líder dos EUA, Donald Trump.
Wang disse ainda que Pequim não quer que as relações com Washington descambem para o caos ou para o confronto.
o outono passado, Xi Jinping e Donald Trump tiveram uma conversa cara a cara na Coreia do Sul e planearam visitas recíprocas.
A viagem de Trump à China deverá ter lugar de 31 de março a 2 de abril. Se concretizada, será a primeira visita de um presidente dos EUA à China desde 2017. Pequim ainda não confirmou as datas exactas.
Wang não forneceu novos detalhes sobre o calendário, mas sublinhou que o diálogo direto entre Xi e Donald estabeleceu “uma base estratégica sólida” para melhorar e desenvolver os laços entre os Estados Unidos e a China.
Alguns especialistas estão cépticos quanto ao calendário da viagem. As dúvidas surgiram porque a visita planeada coincide com as operações conjuntas EUA-Israel contra o Irão, que resultaram na morte do Ayatollah Ali Khamenei, bem como após a detenção pelos EUA do líder venezuelano Nicolas Maduro.
a manhã de domingo, Wang não mencionou nenhum dos incidentes mencionados pelo nome, mas reiterou a posição da RPC sobre a necessidade de uma trégua no conflito iraniano. Declarou: “Este é um conflito que deveria ter sido evitado.
E acrescentou: “Não beneficia ninguém.
Wang afirmou que Pequim continua a ver valor na manutenção de contactos com Washington, mesmo com diferenças significativas em questões fundamentais. As suas observações demonstram o desejo de Pequim de manter os canais diplomáticos abertos no meio da escalada na região.
Desde o início dos ataques coordenados EUA-Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, Wang manteve conversações telefónicas com pelo menos sete ministros dos Negócios Estrangeiros. Entre eles estavam representantes da Rússia, do Irão e de Israel, de acordo com funcionários de Pequim.
Wang fez a declaração à margem da reunião anual de oito dias do parlamento chinês, que termina na quinta-feira. Os principais líderes, incluindo Xi Jinping, o primeiro-ministro Li Keqiang e o vice-primeiro-ministro He Lifeng, bem como representantes de todas as províncias, viajaram para Pequim para o evento.
Este contexto acrescentou peso às observações de Wang, uma vez que foram feitas durante uma das semanas políticas mais importantes do calendário chinês.
Rejeitou também a visão de Donald de uma nova ordem mundial sob os auspícios dos Estados Unidos e da China. Wang rejeitou a ideia de que as duas potências deveriam ser as únicas a governar os assuntos mundiais. Em vez disso, defendeu um mundo mais multipolar, afirmando: Isto é semelhante a tentar apagar fogos com ramos secos. E explicou: Só te vais queimar a ti próprio.
Os esforços diplomáticos estão a avançar em paralelo com as conversações comerciais. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e He Lifeng deverão reunir-se em Paris no final desta semana.
De acordo com a Bloomberg, os dois responsáveis tencionam discutir acordos comerciais que Xi e Donald poderão aprovar se a cimeira decorrer como previsto.